Os Progressos
Rumo ao Sena, Agosto de 1944
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Tropas americanas anti tanque |
Tropas sobre Shermans |
Operação "Cobra"
Em 25 de julho, com a maioria dos tanques alemães recuando para oeste devido a ofensiva britânica, os americanos se depararam com um fronte de batalha praticamente nesnudo de blindados. Reforços deram uma clara superioridade nas divisões blindadas e infantaria, enquanto a Força Expedicionária Aliada tinha o poder do bombardeio para devastar os alemães em seu próprio país. A Operação “Cobra”, marcada para 25 de julho, se iniciou com um arrebatador ataque aéreo (inclusive alguns contra os próprios americanos). Com a brecha que foi aberta, o 1º Exército Americano seguiu em frente para Avranches, tomando-a em 30 de julho. Nesse ponto, o recém formado 3º Exército de Patton se uniria ao avanço. Uma enorme massa de soldados agora se dirigia a Bretanha e, com um movimento para a esquerda, cercaria os alemães na Normandia pelas costas.
O contra ataque alemão
Hitler viu nessa movimentação aliada, a oportunidade para restaurar seu fronte. Trazendo a 1º, 2º e a 116º divisões Panzer rapidamente para oeste, deu ordens para iniciar a Operação “Luttich”, desenhada para atacar a cabeça de ponte americana e empurrá-a de volta a Avranches. Entretanto, os americanos interceptaram as mensagens cifradas alemãs e alertaram suas tropas sobre o perigo, e, quando Luttich iniciou-se em 7 de agosto, pesadas defesas anti tanque estavam operacionais. A contra ofensiva alemã estava vencida.
O bolsão de Falaise
Enquanto o cerco americano pelo leste acontecia, os britânicos e americanos iniciaram um forte avanço pelo oeste de Caen por Falaise. Em 16 de agosto, o dia da invasão franco-americana na Riviera (Operação “Dragoon”), Hitler reconheceu o inevitável e deu permissão para uma retirada. A única rota de escape era um estreita linha entre as cabeças de ponte britânica e americanas em Falaise. A posição havia sido segura por tropas Polonesas da 1º Div. Blindada recém chegadas. Com seu esforço heróico, o restante do 7º Exército alemão e do 5º Divisão Panzer tiveram sucesso em quebrar a linha polonesa entre 16 e 19 de agosto. Aproximadamente 240 000 homens, praticamente sem equipamentos chegaram eventualmente ao Rio Sena. Eles deixaram pra trás na Norm
Cruzando o Sena
Em 1944, os alemães haviam se tornado experts em organizar retiradas. Eles mostraram essa experiência adquirida em 2 anos na Rússia durante a travessia do Sena. Como todas as pontes haviam sido destruídas por ataques aéreos aliados, os alemães construíram pontes e ferrovias para conduzir ações de retaguarda para parar os anglo americanos entre 19 e 31 de agosto, quando todos os sobreviventes foram resgatados. Enquanto isso, os aliados passaram a controlar o banco oeste do Sena, vindo do mar até Fntainebleau, enquanto suas cabeças de ponte estavam no Rio Mosa. O arquiteto da retirada alemã foi o Marechal de Campo Walther Model, também conhecido como “ O bombeiro do Fuhrer”, um veterano do fronte leste que sucedeu Kluge em 17 de agosto.
Lutando em Bocage, junho-julho de 1944.
Sob o espectro do impasse
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Americanos sobre os
restos de Caen
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Avançando a luta continente adentro, os Aliados também encontraram dificuldades. Graças ao sucesso dos desembarques de pára-quedistas, os flancos da cabeça-de-ponte foram firmemente defendidos, mas tentativas de se avançar a partir do centro foram frustradas por forte resistência alemã e contra-ataques, principalmente ao redor de Caen, no setor britânico-canadense. Uma ofensiva blindada britânica em Villers-Bocage foi derrotada em 13 de junho. Uma ofensiva de infantaria de grande escala a oeste de Caen, chamada Operação “Epsom”, também foi derrotada em 25-29 de junho. Havia melancolia no “SHAEF”, parecia que o impasse estava se estabelecendo. Esse desânimo foi aprofundado pela estratégia de Montgomery. Seu plano era o de atrair os blindados alemães para frente britânica e vencer uma batalha de atrito entre as duas forças de tanques. O sucesso da defesa alemã, entretanto, levava os americanos a duvidarem da viabilidade do plano.
Na verdade, os alemães também estavam deprimidos, porque sua árdua defesa estava usando homens e equipamentos que não poderiam ser repostos. Além disso, os americanos podiam agora se aproveitar do emprego da maior parte dos blindados alemães contra os britânicos para penetrarem na base da Península de Cotentin e avançarem para Cherbourg. O último bastião da fortemente fortificada cidade caiu em 28 de junho, e a limpeza do porto começou imediatamente.
Crise no comando alemão
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Hitler, Keitel,
Goering e Borman após o atentado em 1944
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Essas
adversidades trouxeram à tona uma crise no alto comando alemão, que de
qualquer forma sofria agora baixas não-previsíveis. Dollman, comandante do
7º Exército, morreu repentinamente em 28 de junho, logo a pós a rendição
do principal regimento em Cherbourg; sua morte foi reputada a um ataque cardíaco,
apesar de ser bastante possível que ele tenha cometido suicídio. Rommel
foi gravemente ferido quando seu carro foi atacado por um caça britânico
em 17 de julho. E o pior de tudo, Rundstedt confessou derrotismo a Hitler,
instando-o a fazer a paz, e foi dispensado em 2 de julho. Ele foi substituído
por Günther von Kluge, que logo passou a ter os mesmos questionamentos de
Rundestedt. Em 20 de julho uma conspiração de oficiais que acreditavam que
a única esperança de se atingir a paz estava na remoção de Hitler
atentaram contra a sua vida em seu quartel-general de Rastemburg, na Prússia
Oriental. O fracasso desse atentado levou Hitler a assumir poderes extremos
sobre o Exército e a exercer uma vingança terrível sobre aqueles
suspeitos de cumplicidade. Rommel foi forçado a cometer suicídio em
outubro, e Kluge fez o mesmo em 18 de agosto.
A defesa alemã da Normadia tinha, então, piorado bastante. Apesar de uma
grande ofensiva blindada britânica a oeste de Caen - Operação
“Goodwood” – ter fracassado em 18-19 de julho, o 1º Exército
americano conduziu uma encarniçada batalha de atrito ao redor de Saint-Lô
na segunda e terceira semanas de julho. O sucesso nessa batalha criaria as
bases para o tão esperado rompimento das linhas alemãs.
Fonte: http://www.clubedosgenerais.org/
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